segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Não aborte o teu deserto (Js 6.1-5)



Este é o tempo, esta é a hora da nossa visitação... Já fomos libertos do Egito, já atravessamos o deserto, já cruzamos o Jordão, removemos a herança da carne em Gilgal, não há mais nada a fazer a não ser conquistar a promessa que é nossa por direito de herança.
O deserto não é provação para o justo, mas sim filtro de caráter.
Nenhuma promessa é conquistada com legalidades e inadimplências na alma. A jornada no deserto serve para isso, para tirar os argumentos humanos.
Josué está agora em pé na fronteira da promessa, e então o Anjo do Senhor se revela e relembra a ele a promessa feita a Moisés quando ainda no Egito.
Em suma o que o Anjo faz é trazer mais luz sobre a promessa, Ele diz a Josué: “entreguei em sua mão Jericó, seu rei e seus homens de guerra”, podemos ler que literalmente Deus está dizendo: “a minha promessa consiste em um território com seu governo deposto e seu exército desautorizado sem condições de fazer frente a vocês”, todavia a ordem de Deus é clara, vá e conquiste.
O povo de Israel já havia vencido todos os obstáculos e, portanto habilitava-se para tomar posse da promessa, porque quem havia vencido Faraó, o deserto, o rio Jordão e a própria carnalidade com certeza não deveria ter dificuldades de conquistar a promessa.
A ordem do anjo parecia estranha, sua estratégia de guerra não era usual, era diferente porque Deus queria ensinar ao povo que se toma posse de promessa com armas espirituais e não esforço humano.
Somente conquista a promessa quem não fica prostrado no deserto. O deserto é uma necessidade e não um empecilho às conquistas espirituais. Vemos muitas pessoas, crentes até, tentando abortar seus desertos como se isso fosse benção.
É no deserto que aprendemos a administrar recursos, é no deserto que questionamos as nossas motivações, porque, com certeza, se houver uma motivação errada o deserto revelará.
É no deserto que conhecemos se somos maduros ou se ainda agimos amedrontados como crianças sem esperança, é no deserto que aprendemos o conceito de corpo, unidade e companheirismo, porque o egoísta e individualista não consegue achar a porta de saída.
O deserto tem muitas portas de entradas, mas só uma saída, a porta da promessa.
Não aborte o teu deserto.
O importante não é como você entrou, mas como você vai sair de lá. No final de todo deserto tem uma promessa, tem um Anjo de Deus com um recado de vitória para animar o coração cansado e desmotivado. Você que crê nisso levante a sua mão e aplauda ao Senhor que te dá vitória.
Somente conquista a promessa quem crê naquele que fez a promessa.
Quando o Anjo diz a Josué o “modus operandi” da conquista, ele não fica assustado com a estratégia um tanto estranha, porque acreditava intensamente no Deus que fizera a promessa quarenta anos antes a seu líder Moisés.
O treino no deserto, cada milagre, cada provisão construíram em Josué uma fé inalienável. Como auxiliar de Moisés participou de cada evento, pôde observar que Deus pune aquele que conhece mas não crê; mas também viu a recompensa dos que acreditavam naquele que fez a promessa.
O fato de sermos crentes não nos isenta de sermos assaltados pela dúvida, todavia temos o antídoto para isso, A Palavra de Deus, somente ela pode forjar em nós em pleno deserto uma fé inabalável.
O tempo de provação deve ser aproveitado para firmarmos nossas raízes em uma fé que não esmorece.
A conquista se faz com armas espirituais, com as quais talvez não estejamos tão acostumadas, mas isso não quer dizer que não funciona, apenas que estamos inabilitados pela falta de treino com tais tipos de armamentos.
A nossa conquista se faz tendo como chão nada mais a não ser a Palavra de Deus e a oração, o suficiente para nos fazer herdar a promessa.
Josué acreditou tanto em Deus que fez exatamente o que lhe foi ordenado, não inventou nada, não tentou ajudar a Deus, apenas obedeceu as ordens recebidas.
Queridos, creiam sem reservas e tomem posse do que é de vocês por direito de herança.
Somente conquista a promessa aquele que entende que a conquista não é mágica, mas regida por princípios espirituais.
O que precisamos entender é que Deus nos entregou um território, destronou seu rei e tornou seu exército sem autoridade para nos vencer, no entanto eles estão lá no território defendendo aquilo que lhes foi tomado, sabem que lhes foi tirado a autoridade, todavia, como rebeldes, ficam tentando permanecer em território que não lhes pertence mais.
O fato de termos uma promessa não significa que ela vai acontecer mesmo se ficarmos de braços cruzados, existem responsabilidades dentro de uma conquista espiritual, não é mágica, é princípio. A maioria dos crentes não conseguem entender este fato.
Assim como ensinamos nossos filhos no aprendizado da vida não facilitando tudo, mas deixando um nível tolerável de dificuldade em cada situação de suas vidas para que eles cresçam e se tornem pessoas inteligentes que sabem alçar vôos maiores, Deus também aproveita cada conquista para nos ensinar fé.
Há um território prometido, e existem opositores destronados em cada um desses territórios para que nós, imbuídos de fé, expulsemos esses ocupantes ilegais de nossas promessas. A cada conquista aprendemos um pouco mais sobre fé e conquista.
Temos que ter o mesmo entendimento de Calebe em Josué 14.10-12, parafraseando: “Sei que existem gigantes e cidades fortificadas, mas a minha força é a mesma de quarenta e cinco anos atrás e se o Senhor for comigo eu os expulsarei”.
O que ele está ensinando é que nossa força está atrelada a nossa comunhão com Deus, isto é, se Deus faz parte de sua vida não há conquista impossível.
A força para conquistar não está do lado de fora, mas dentro de nós através do Espírito Santo que nos foi dado, e é a nossa comunhão com Ele que define o nosso nível de conquista.
Deus tem promessas para todas as áreas da nossa vida, não há absolutamente nada que Deus deixou de fora ou tenha se esquecido, o que precisamos é conquistar cada promessa avançando cada dia mais no reino do Espírito.
Só que existe um detalhe, meu irmão, minha irmã: a conquista depende de nossa comunhão com o Espírito Santo.
Diz a pessoa ao seu lado: O tempo de conquista é um tempo de grandes desafios.
Que desafios são esses? Desafios de Fé e de Relacionamentos.
Os desafios de fé não acabaram com o deserto, mas sim mudaram de perspectiva. Não se olha mais em como sobreviver diante das limitações, mas em como conquistar o que foi prometido. A fé é provada toda vez que alcançamos uma posição a mais no propósito de Deus para as nossas vidas.
Em toda conquista os nossos relacionamentos são o que contam, porque ninguém conquista sozinho. Quem já conquistou não pode cruzar os braços, tem que auxiliar na conquista do próximo.
Não há limite de idade para conquistar sua herança.
Estamos vivendo esse novo tempo que Deus preparou para nós os que cremos. Se você crer entrará nesse mover sobrenatural de conquistas que não serão apenas no âmbito espiritual, mas em todas as áreas de sua vida.
Deus quer te fazer um vencedor, um modelo de conquistador para as gerações futuras. Ele quer marcar teu nome na história, como um herói da fé que aceitou caminhar com Deus, de conquista em conquista.
É tempo de conquistar a promessa que nos foi dada, portanto decida andar no Espírito e tome posse do que é seu por herança.
Bem vindo a um novo tempo em sua vida. O tempo de conquista!
(Mensagem ministrada culto domingo à noite dia 30/09/2012)

Um comentário:

António Jesus Batalha disse...

Estou a visitar alguns blogs, e tive o privilégio de encontrar o seu, vi na pagina inicial o que escreveu, e como gostei folheei mais algumas páginas e fiquei maravilhado pelo que vi e li.
Dou-lhe os parabéns, mas queria deixar um apelo continue assim dando sempre o melhor, boas mensagens, bons temas. Gosto de escrever, mas também gosto de ler bons temas, por isso é que parei aqui.
Meu nome é: António Batalha.
Sou um servo de Deus,e deixo aqui a minha bênção,que haja paz,amor na sua vida, muita saúde e felicidade.
PS. Se desejar seguir o meu humilde blog, Peregrino E Servo, fique á vontade, eu vou retribuir, se encontrar seu blog.

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